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Rafael Brítez, presidente de um comitê de 30 pequenos produtores, e da recente criada Associação de Produtores de Semeadura Direta, que tem mais de 100 lavradores de San Pedro Norte, destacou com êxito alcançado pelo sistema de responsabilidade social e ambiental, implementado pelo Desenvolvimento Agrícola do Paraguai (DAP).  

 

Recordou que a relação entre eles e a empresa começou com uma visita de representantes da Fundação Moisés Bertoni (fazem como quatro anos), que para ele foi um “início esperançoso”. Acrescentou que, pouco depois, apresentaram os diretores da DAP, que organizaram uma reunião geral e logo outra somente com os dirigentes camponeses. “Ali nos explicaram qual era seu sistema de trabalho e qual ia ser a função específica da Fundação, mas surgiu uma divisão entre nós, tanto em matéria de idéias como em ações, por algumas dúvidas relativas à que, por primeira vez, fosse produzir soja neste setor, especificamente pelo temor aos agroquímicos”, recordou.       

Relembrou que, mesmo com essa divisão e dúvidas, ele aceitou a proposta, porque, primeiro, confiou desde um princípio na seriedade do citado grupo empresarial, segundo, pela situação dos agricultores da zona calamitosa nesse momento e, terceiro, viu que a proposta ia permitir-lhes crescer. Apontou que, apesar de uma grande manifestação tendente a desalentar a instalação da empresa, finalmente logrou-se assentar, graças ao apoio do outro grupo de camponeses, e ao trabalho conjunto realizado entre a Fundação e DAP. Hoje, estão produzindo milho, por exemplo, que de 1.500 kilos por hectares obtidos há cinco anos, estão logrando produzir ao redor de 5.000 kilos. Assim mesmo, produzem feijão brasileiro, feijão nacional, e muito provavelmente em breve vão introduzir o cultivo do girassol. Disse que, mesmo possuindo poucos hectares, o cultivo e a colheita já são mecanizadas.      

Fonte: Digital ABC