Oded Grajew comenta: Reunião do Pacto Global em Nova York termina com avanços
Líderes da empresas signatárias e representantes de governos de 135 países, bem como líderes sindicais, representantes de ONGs e chefes de órgãos das Nações Unidas estiveram reunidos em Nova York, entre 23 e 25 de junho para a realização do Global Summit, a reunião trienal do Pacto Global das Nações Unidas.
Foram mais de dois mil participantes que, durante os três dias, discutiram uma estratégia global para a construção de uma nova era da sustentabilidade, onde os assuntos de meio ambiente, social e governança estejam integrados aos negócios. Os debates estiveram centrados em três temas principais:
- Definição de uma agenda de progresso da responsabilidade social empresarial nas empresas;
- Mecanismos para conduzir a mudança necessária;
- Ferramentas para reforçar a ação das empresas na realização dos Objetivos do Milênio.
No documento final deste encontro – a Declaração de Nova York – as lideranças empresariais assumiram o compromisso de “elevar o nível de suas práticas” para contribuir mais substancialmente com os esforços pela paz e pelo desenvolvimento sustentável. Para tanto, os presentes confirmaram a importância de as empresas basearam suas estratégias nos dez princípios do Pacto Global.
Entretanto, a decisão que pode trazer mais efeitos positivos para as empresas foi anunciada pelo secretário-geral Ban Ki Moon: a ONU vai adotar internamente os princípios do Pacto Global. Isto significa que, daqui para frente, as relações com funcionários, fornecedores e fundos de pensão serão regidas pelos dez princípios que a entidade vem divulgando e cobrando a adoção pelas empresas. “Trata-se de um exemplo de que devemos praticar o que pregamos”, explicou Ban Ki Moon, ao anunciar a nova medida.
Os dez princípios do Pacto Global são os seguintes:
Direitos Humanos
1 – Apoiar e respeitar os direitos humanos internacionalmente aceitos
2 – Assegurar-se de não participação da empresa (matriz, filiais, subsidiárias, funcionários) em qualquer ato de violação destes direitos
Trabalho
3 – Apoiar a liberdade e associação e reconhecer o direito efetivo à negociação coletiva
4 – Eliminar todas as formas de trabalho forçado ou compulsório
5 – Abolir o trabalho infantil
6 – Eliminar qualquer tipo de discriminação no emprego
Meio Ambiente
7 – Apoiar iniciativas de prevenção em relação aos problemas ambientais
8 – Promover ações de responsabilidade ambiental
9 – Incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis CONTRA A CORRUPÇÃO
10 – Combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.
A reunião de 2010 do Global Leadership Summit foi especial porque marcou os dez anos do Pacto Global, uma iniciativa da ONU para mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção voluntária, em suas práticas de negócios, dos valores fundamentais em direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente, ética e combate à corrupção citados acima. As empresas que efetivamente põem em prática estes princípios estão contribuindo para o fortalecimento da cidadania, bem como de lideranças inovadoras e comprometidas com o desenvolvimento sustentável.
No mundo inteiro, 7.700 empresas são signatárias do Pacto Global. No entanto, o Pacto dá a possibilidade de que outras organizações, além de empresas, sejam signatárias (ONGs, cidades, sindicatos, associações). Assim, no Brasil, temos 339 instituições (empresas e entidades sem atividades empresariais).
Fonte: Cristina Spera - Assessoria de Imprensa
| < Anterior | Próximo > |
|---|








